ANCORAGEM MOLECULAR COM BASE NO ABACAVIR: ESTRATÉGIA DE MODIFICAÇÃO ESTRUTURAL DE PRÓ FÁRMACO PARA COMBATER A DENGUE
DOI:
https://doi.org/10.65458/v3n2.4264Palavras-chave:
Abacavir, Ancoragem, Autodock, Dengue, ModificaçõesResumo
O uso da ancoragem molecular é cada vez mais prevalente no meio científico, seja para encontrar novos medicamentos ou com a finalidade de atenuar possíveis efeitos adversos, criação de um fármaco mais eficaz. A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e debilitante. Por se tratar de uma doença autolimitada a maioria dos afetados conseguem se recuperar sem maiores complicações. Entretanto, podem progredir para formas graves, e inclusive virem a óbito. Dessa forma, a dengue se apresenta com poucos tratamentos possíveis, sendo importante o desenvolvimento de alternativas eficazes. O presente estudo ambiciona uma diminuição de energia de ligação fármaco-alvo propondo modificações na estrutura do abacavir, um pró fármaco inibidor nucleosídico da transcriptase reversa, tendo como alvo biológico a proteína NE1 do vírus da dengue. Sendo assim, a ancoragem molecular foi realizada por meio do Autodock 1.5.7, onde foi avaliada a ligação fármaco-alvo. As modificações estruturais foram planejadas a partir do chemsketch, sendo utilizado ainda o Discovery Studio Visualizer, para ter a visualização em 3D das estruturas ancoradas. Após os cálculos computacionais foi obtido uma energia de afinidade de -5,0 kcal/mol do abacavir em relação ao alvo biológico escolhido, enquanto a estrutura 3 (abacavir-flavona) resultou em um aumento da afinidade de ligação chegando à -6,0 kcal/mol nas simulações de ancoragem molecular. Esse resultado indicou uma melhoria potencial para inibir a replicação do vírus da dengue.
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