ADESÃO DE MULHERES EM PROGRAMAS DE EXERCÍCIO FÍSICO E PERCEPÇÃO SUBJETIVA DA IMAGEM CORPORAL: CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CORPO E DA SAÚDE
Resumo
O presente artigo discute as relações entre a percepção subjetiva da
autoimagem corporal e os motivos para adesão à prática de exercícios físicos. A
revisão da literatura destacou a complexa interação entre a percepção subjetiva
corporal e a adesão à atividade física, destacando que uma percepção positiva
favorece a motivação, enquanto a negativa gera barreiras emocionais. Tomando como
norte a pesquisa qualiquantitativa, foi enviado um formulário contendo questões
abertas e a escala de silhuetas, proposta por Kakeshita e outros (2009). As respostas
coletadas de 74 mulheres foram agrupadas por palavras-chave considerando o
percentual de respostas em cada questão. A partir das análises foi possível constatar
interrelação entre os objetivos estéticos associados ao emagrecimento, o ganho de
massa e a busca pela saúde. Constatamos que a percepção da autoimagem pode
contribuir para adesão e permanência das mulheres na medida que há melhorias na
forma física no decorrer dos treinamentos. Contudo, existem fortes indícios que
indicam uma compreensão de corpo e saúde associados preponderantemente aos
atributos físicos biológicos. Paradoxalmente, a qualidade de vida, a sensação de bem
estar consigo mesma, almejada e conquistada por meio dos treinamentos e
alimentação saudável dessas mulheres, encontra dificuldades por conta da rotina
exaustiva, falta de tempo, vergonha e a pressão estética, que funcionam como fatores
desmotivadores. Conclui que a relação subjetiva com autoimagem corporal atua tanto
para adesão quanto para permanência na prática dos exercícios e o corpo e a saúde
(Biológicos) são os principais vetores dos desejos e motivações.
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