ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DE UTENSÍLIOS DE MAQUIAGEM DE USO COMPARTILHADO E AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA DE PRODUTOS HIGIENIZANTES PARA ESSES ITENS
Palavras-chave:
Maquiagem, Higienização, BiossegurançaResumo
A pele, o maior órgão do corpo humano, representa importante barreira contra microrganismos residentes e transitórios. Indivíduos imunodeprimidos ou com a pele exposta podem desenvolver infecções, como foliculite, conjuntivite, dermatite etc., por meio do contato com itens de maquiagem contaminados. As bactérias frequentemente encontradas nestes itens de maquiagem são Staphylococcus aureus e não aureus, Aspergillus Niger, Pseudomonas aeruginosas, Enterococcus etc. O objetivo deste estudo foi realizar o levantamento de dados sobre as condutas de biossegurança no embelezamento, avaliando as respostas do questionário aplicado e a análise do crescimento quali-quantitativo de microrganismos em 7 esponjas e 7 pincéis de uso compartilhado antes e após a higienização com: água, álcool 70%, detergente de coco, detergente enzimático, sabonete de banho e sabonete líquido, seguindo as recomendações técnicas dos fabricantes, quando aplicáveis, e através da técnica de higienização adotada pelos participantes da pesquisa. Das 14 amostras positivas para crescimento antes da higienização, após higienizadas, 13 delas apresentaram crescimento microbiológico, com redução quali-quantitativa fúngica e bacteriana em 5 e 2 amostras, respectivamente. Quatro itens não apresentaram crescimento em ágar manitol após higienizados com detergente de coco, sabonete de banho e detergente enzimático e outras 4 apresentaram crescimento reduzido, sugestivos de Staphylococcus aureus e não aureus. Conclui-se que os participantes desta pesquisa carecem de informações quanto as técnicas de biossegurança adotadas na higienização dos itens e na aplicação de maquiagem. Observou-se que os agentes higienizantes se mostraram mais eficazes contra fungos dos que contra bactérias a higienização dos itens é indispensável no pós-maquiagem.
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