O QUE AS INTERAÇÕES ENTRE ARANHAS E BROMÉLIAS REVELAM SOBRE UMA ÁREA DE RESTINGA NO ESPÍRITO SANTO, BRASIL?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.65458/v4n2.0115

Palavras-chave:

Araneofauna, Restinga, Bromélias-tanque

Resumo

A ordem Araneae é diversa e pode formar relações mutualísticas com plantas, influenciando a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. As broméliastanque constituem importantes micro-habitats para esses artrópodes em ambientes de restinga. Partiu-se da hipótese de que a distribuição da araneofauna estaria associada às características das bromélias e às condições ambientais dos diferentes pontos amostrais, refletindo o potencial desses organismos como bioindicadores da integridade ambiental da restinga. O estudo caracterizou a araneofauna associada às bromélias-tanque terrestres no Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo. As coletas foram realizadas entre janeiro e junho de 2025, utilizando armadilhas de queda do tipo pitfall adaptadas e busca ativa nas bromélias. Foram coletados 40 indivíduos distribuídos em quatro famílias, com predominância de Theridiidae em áreas sombreadas e de Salticidae em áreas mais abertas. A maior riqueza foi registrada no ponto mais preservado, sugerindo influência das condições ambientais sobre a distribuição da araneofauna. Os resultados indicam o potencial das aranhas como bioindicadoras da integridade ambiental da restinga, embora estudos com maior esforço amostral e análises estatísticas sejam necessários para confirmar essa associação.

Downloads

Publicado

2026-08-22