A INFLUÊNCIA DA FARMACOGENÉTICA (POLIMORFISMOS CYP2D6 E CYP2C19) NA PRESCRIÇÃO PERSONALIZADA DE FÁRMACOS ANTIDEPRESSIVOS
DOI:
https://doi.org/10.65458/v4n1.92112Palavras-chave:
CYP2D6, CYP2C19, FarmacogenéticaResumo
Estima-se que 264 milhões de pessoas no mundo sofrem com distúrbios depressivos e grande parte desses pacientes interrompem o tratamento medicamentoso decorrente da vasta gama de reações adversas que os fármacos antidepressivos podem proporcionar. Dito isso, o artigo busca evidenciar a interferência dos polimorfismos CYP2D6 e CYP2C19 do citocromo P450 na prescrição medicamentosa, através da interferência na metabolização de fármacos avaliando-se assim a eficácia do mapeamento genético na prescrição personalizada. Foram selecionados 6 estudos clínicos na base de busca, Pubmed, nos últimos 10 anos. O mapeamento genético realizado em cada estudo classificou os pacientes de acordo com seu fenótipo em metabolizadores: fracos, intermediários, rápidos e ultrarrápidos, além de demonstrar que o CYP2C19 e o CYP2D6 são fortemente capazes de alterar a metabolização dos medicamentos. Em suma, os metabolizadores fracos apresentam maiores concentrações do fármaco no sangue, sendo assim mais propensos a exposição aos efeitos adversos. Já os metabolizadores ultrarrápidos, proporcionam retardo nas reações adversas, entretanto, menores concentrações do medicamento, não alcançando a dosagem terapêutica. O CYP2C19 é o responsável pela metabolização de grande parte dos antidepressivos; Ademais pode-se concluir que o mapeamento genético é fundamental para a prescrição personalizada de fármacos antidepressivos, podendo garantir maior adesão do tratamento ao paciente.